sexta-feira, 10 de março de 2017
domingo, 26 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
O
AMOR…
Quando
propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam, e o que lhe revelarei
agora para que o transmita à humanidade, também se chocará contra a
incompreensão e os preconceitos do mundo.
Peço-lhe
mesmo assim, que o guarde o tempo todo que seja necessário, anos, décadas, até
que a sociedade haja avançado o suficiente para acolher o que lhe explico a
seguir.
Existe
uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma
explicação formal.
É
uma força que inclui e governa todas as outras, e que está inclusa dentro de
qualquer fenômeno que atua no universo e que ainda não foi identificada por
nós.
Esta
força universal é o Amor.
Quando
os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais
invisível e poderosa das forças.
O
amor é luz, já que ilumina quem o dá e o recebe.
O
amor é gravidade porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras.
O
amor é potencia, porque multiplica o melhor que temos e permite que a
humanidade não se extinga no seu egoísmo cego.
O
amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre.
Esta
força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida.
Esta
é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos
dá medo, já que é a única energia do universo que o ser humano não aprendeu a
manobrar segundo seu bel prazer.
Para
dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre
equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o
mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao
quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que
existe, porque não tem limite.
Após
o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se
voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.
Se
quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido
à vida, se desejarmos salvar o mundo e que cada ser sinta que nele habita, o
amor é a única e última resposta.
Talvez
ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, um artefato
bastante potente para destruir todo o ódio, o egoísmo e a avareza que assolam o
planeta.
Porém,
cada individuo leva no seu Interior , um pequeno mas poderoso gerador de amor
cuja energia espera ser liberada.
Quando
aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl,
comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor
é a quintessência da vida.
Lamento
profundamente não ter sabido expressar o que abriga meu coração, que há batido
silenciosamente por você toda minha vida.
Talvez
seja tarde demais para pedir-lhe perdão, mas como o tempo é relativo, preciso
dizer-lhe que a amo e que graças a você, cheguei à ultima resposta.
Seu
pai,
Albert
Einstein
domingo, 22 de janeiro de 2017
sábado, 21 de janeiro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
sábado, 17 de dezembro de 2016
Em mim...
Dizes-me
a única gota
de uma laranja
já seca.
De um rebanho
cinzento
a ovelha negra.
E amas
todas as mulheres
que couberem
em mim.
Dizes-me
a única gota
de uma laranja
já seca.
De um rebanho
cinzento
a ovelha negra.
E amas
todas as mulheres
que couberem
em mim.
Maria José Meireles
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Órgão do mar
O órgão do mar (a música que as
ondas tocam)
O órgão do mar está localizado na
cidade de Zadar, na Croácia e é o primeiro instrumento deste tipo que é
“tocado” pelo mar.
É um instrumento musical natural,
que com o movimento do mar, cria sons muito bonitos, dependendo da velocidade
das ondas e do vento e nunca pára, está sempre a emitir algum tipo de som.
As ondas batem nas escadas onde
estão os retângulos e o som sai por buracos.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
sábado, 8 de outubro de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
Improviso para escala num cais qualquer...
Suspende uma palavra
uma palavra apenas
de todos e de cada um
dos fios do teu cabelo
e sai à vida assim
para que todos te leiam
no sentido das nuvens
ou do céu enfim azul
e que nenhuma rosa
da cor da casa tão longínqua
diga mais sobre o tempo
que te habita
do que o poema
que um dia escreverás
para quem não sabias.
uma palavra apenas
de todos e de cada um
dos fios do teu cabelo
e sai à vida assim
para que todos te leiam
no sentido das nuvens
ou do céu enfim azul
e que nenhuma rosa
da cor da casa tão longínqua
diga mais sobre o tempo
que te habita
do que o poema
que um dia escreverás
para quem não sabias.
(Ademar Santos)
sexta-feira, 18 de março de 2016
Olhar
"Não me olhes
como quem nada vê
além dos próprios olhos
olha-me
como se não quisesses
ver nada além de mim
ou como se já tivesses visto tudo
menos o meu olhar".
Maria José Meireles
Em: "Poemas para quem não gosta"
como quem nada vê
além dos próprios olhos
olha-me
como se não quisesses
ver nada além de mim
ou como se já tivesses visto tudo
menos o meu olhar".
Maria José Meireles
Em: "Poemas para quem não gosta"
quinta-feira, 17 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Fundo do Mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho,
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada
coisa
Tem um monstro em si suspenso.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
sábado, 23 de janeiro de 2016
Regresso
Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar,
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar…
Voltar…
Ver de novo baloiçar
a fronde majestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia…
Regressar…
Poder de novo respirar,
Oh!.. minha terra!
aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor…
Não mais o pregão das varinas,
Nem o ar monótono, igual,
Do casario plano…
Hei-de ver outra vez as
casuarinas
a debruar o oceano…
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão…
não mais esta visão,
nem o crepitar mordente
destes ruídos…
os meus sentidos
anseiam pela paz das noites
tropicais
em que o ar parece mudo,
e o silêncio envolve tudo
Sede… Tenho sede dos crepúsculos
africanos,
todos os dias iguais, e sempre
belos,
de tons quasi irreais…
Saudade… Tenho saudade
do horizonte sem barreiras…
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas…
Saudade das batucadas
que eu nunca via
mas pressentia
em cada hora,
soando pelos longes, noites
fora!...
Sim! Eu hei-de voltar,
tenho de voltar,
não há nada que mo impeça.
Com que prazer
Hei-de esquecer
toda esta luta insana…
que em frente está a terra
angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa…
Ah! Quando eu voltar…
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!..
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar na apoteose do
poente,
o meu prazer sem lei…
A minha alegria enorme de poder
Enfim dizer:
Voltei! …
(Alda Lara, 1948)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
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